Administração Científica – Dicionário de Negócios
A preocupação com a formação de um corpo de conhecimentos sistematizados sobre as tarefas administrativas se acentuou no início do século XX, sobretudo na França, Estados Unidos e Inglaterra.
Frederick Taylor e Henri Fayol foram os primeiros clássicos da administração, inaugurando o que veio a ser chamado de administração científica. Taylor preocupou-se mais com aspectos diretamente ligados ao trabalho nas fábricas, como a racionalização de tarefas e estudos de tempos e movimentos de produção — em suma, com o aumento da produtividade e da eficiência.
Fayol inaugurou uma nova tendência, defendendo a tese de que a racionalização do trabalho não se refere apenas à produção direta em dado estágio do processo, mas a toda a estruturação da empresa; os pontos capitais de uma administração científica seriam, portanto, prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. Por isso, Fayol se ocupou sobretudo em analisar funções propriamente administrativas.
Teóricos posteriores procuraram mostrar que, além dos processos, é importante estudar os comportamentos, afirmando que o poder de decisão não se limita ao topo da escala hierárquica, mas envolve todos os níveis de uma empresa em que se encontrem pessoas e não apenas agentes produtivos.
Outra corrente enfatiza a necessidade de levar em conta que toda empresa está inevitavelmente ligada a determinada sociedade: autores como Wright Mills apontam distorções ideológicas de caráter conservador nas abordagens académicas e insistem em que as condições económicas, sociais e políticas deveriam merecer a atenção dos teóricos da administração.
Nesse sentido, destacam-se ainda os trabalhos dos sociólogos influenciados por Max Weber. Esse pensador alemão mostrou como tanto a teoria quanto a prática da administração dita científica surgiram a partir de condições económicas peculiares aos países desenvolvidos, ao passo que as economias subdesenvolvidas apresentam formas administrativas aparentemente mais frágeis.
Para os weberianos, o que muitas vezes sugere ineficiência, na perspectiva das teorias académicas, pode constituir um conjunto de recursos altamente funcionais e adequados à sociedade em questão.
Originally posted 2010-04-07 01:04:00. Republished by Blog Post Promoter
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