Inovação

Ideia e Criatividade dos funcionários aumentam com blogs pessoais

Um dos grandes problemas que as empresas enfrentam é como estimular um ambiente que funcionário usem sua criatividade e forneçam ideias que ajudem a aumentar o resultado. A empresa precisa de ideias criativas porém sua estrutura burocrática/ hierárquica solapa a criatividade.

Na grande maioria das empresas, quando um funcionário tem uma ideia interessante para propor ele a leva ao chefe que, com raras exceções, responde com algo parecido: "volte ao trabalho". Ideias que poderiam ser muito proveitosas acabam sendo perdidas dessa forma e pior, ocorre um desestímulo generalizado a proposição de novas ideias.

Uma solução para evitar que as ideias sejam exterminadas logo na origem é criar blogs em que as pessoas possam expor sua ideias sem qualquer tipo de censura por parte de chefes imediatos ou da direção. O que é considerado uma boa ideia ou não é julgado por todos na empresa e não por um chefe que pode estar mais preocupado em cumprir uma meta de curto prazo do que levar a frente uma ideia que dê melhores resultados no médio e longo prazo.

Essa não é uma solução inteiramente nova – na verdade é um dos motivos que contribui para que o Google seja uma usina de inovações sem precedentes…

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Sites de compras coletivas na mira dos políticos

O Brasil tal como os demais países cuja origem da língua é latina, tendem a normatizar a vida cotidiana, estabelecendo legislações que tentam controlar tudo.

Os sites de compra coletiva, um fenômeno recente no Brasil, que de uma certa forma vieram para ficar não poderiam escapar da mira dos nossos legisladores, os políticos. O Deputado Federal João Arruda (PMDB-PR) apresentou no dia 23/05/2011 um projeto de lei com o objetivo de "disciplinar a venda eletrônica coletiva de produtos e serviços e ‘estabelecer critérios de funcionamento para essas empresas’".

Mais uma vez nossos legisladores partem do pressuposto que a competência empresarial, a oferta e procura, a legislação existente e as eventuais queixas ao Poder Judiciário são incapazes de estabelecer regras sadias para a sociedade. É preciso criar mais uma lei para se somar as outras milhares existentes que tentam regular cada aspecto de nossa vida social.

No projeto do Deputado João Arruda para regulamentar os sites de compra coletiva estão previstas as determinações que:

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Inovação e loucura, elas podem estar mais próximas do que você imagina…

“Você enlouqueceu”. A afirmação, assim categórica, é corriqueira nos corredores das empresas sempre que o cheíe, o colega, o cliente e até o subordinado se vê diante de uma ideia que não bate bem com certa cultura organizacional. Mais fácil, cómodo e seguro, então, é dizer que quem não bate bem é o autor da ideia, quando, quem sabe?, é a própria empresa que não está batendo bem com o futuro. Nesses embates, muitas vezes, revoluções produtivas são enterradas em nome da manutenção de um status quo que, adiante, pode ser o fator-chave da falência financeira.

A boa notícia é que, se o louco em questão topar com alguém antenado com os novos desafios de um mundo cada vez mais interligado e competitivo, haverá uma boa chance de ser diagnosticado, da noite para o dia, como um indivíduo valioso, estratégico, ouro em pó. Nesses casos, em vez da internação iminente num sanatório ou no olho da rua, um messias departamental surgirá de um recôndito gabinete com as ordens do dia: parabéns, você está promovido.

Não é de hoje que os mais ousados são tachados de loucos quando estão com a bola do futuro no pé. Galileu Galilei, ao cometer a insanidade de afirmar que a Terra se movia, arrumou um problemão com o Santo Ofício. Darwin continua levando sopapo e até já foi demitido de algumas escolas americanas… Claro que a História também ensina que nem sempre os loucos (diagnosticados ou rotulados) acertam. O Universo, por exemplo, ao contrário do que afirmou Wallus Grudjkieff, não é um corpo em putrefação. Mas sem o erro e o tempo para errar o acerto não se faz, e a História estaciona no passado.

Cientistas das universidades de Oxford e Cambridge sugerem que Einstein e Newton sofriam da síndrome de Asperger, um tipo de autismo que gera interesses obsessivos e causa deficiências no trato social. Sabe-se que Einstein era péssimo aluno, avoado, e a “máscara” einsteniana casa perfeitamente com o estereótipo do cientista louco. Em Phaedrus 245 (Platão), Sócrates afirma que os poetas são suscetíveis à loucura e que, sem ela, não obteriam sucesso. Doenças da psiquiatria são atribuídas a personalidades geniais, como Virginia Woolf e Hemingway.

Saindo do âmbito do científico e do artístico, é comum encontrar no comportamento e nas expressões dos grandes fazedores de fortuna aquele olho do visionário. E o termo “loucura” é bem apropriado ao se observar a maneira como os mega-especuladores brincam com os fluxos de capital, capazes de ganhar o mundo num dia e perdê-lo no outro. No livro “World War 3.0: Microsoft and Its Enemies”, o jornalista norte-americano Ken Auletta relaciona o sucesso de Bill Gates a uma loucura perigosa: “Gates é tão rico quanto louco, brilhante e arrogante. Seu estilo e o de sua companhia são napoleônicos”.

Mas, para além (ou aquém…) desses grandes vultos, há o dia-a-dia das empresas, onde a “loucura” circula ora ameaçando, ora acenando com soluções, a depender do perfil do louco e da capacidade daquele que o administra de lidar positivamente com a inquietude provocada pelo que sai do padrão. E, no mercado ultracompetitivo em que vivemos, parece que os pensadores do marketing se vêem impelidos a perceber que, ao terem ameaçados seus nichos de poder, os responsáveis por tomadas de decisão tendem a estigmatizar aquela minoria atabalhoada ansiosa por avanços, e que é preciso, portanto, abrir as janelas para estes indivíduos — que, conjugados à maioria que trabalha dentro das normas, formariam um mix ideal para uma empresa completa. Foi com a filosofia de dar um espaço de ócio criativo aos funcionários (no caso, todos, loucos ou cordeiros) que o gigante Google descobriu (para o bem ou para o mal…) o Orkut (o nome, aliás, é de seu inventor, que usou com bastante pertinácia os 10% de tempo vagabundo concedidos pelo big boss).

E interessante o testemunho do psicanalista Carlos Eduardo Leal, que lida com a angústia de clientes talentosos com dificuldades de progredir dentro de seus ambientes de trabalho, por terem suas ideias, tão cuidadosamente engendradas, desmerecidas por bocejantes carrascos.

-Atualmente existem grandes empresas que já enxergam que uma conomia sustentável também tem que agregar os valores pessoais, subjetivos, os seus empregados. Hoje, a empresa pensa a “loucura” como um sistema produtivo, é aquela que investe no ineditismo e num certo nonsense. Na Microsoft, o pessoal de criação trabalha muitas vezes num jardim. Este fio ténue que a loucura possui com a inovação é utilizado de forma mercadológica. Parece que os homens de marketing descobriram a loucura como conceito próximo do empreendedorismo. Mas ainda têm dificuldades com o incômodo que esta loucura produtiva provoca.

Outro profissional da mente humana, este especializado no pensamento de Foucault, Chaim Samuel Katz vê as organizações como estruturas com bordas delimitadas por seus modos. A loucura, então, tem que ser gerenciada dentro desses limites, para que as rupturas produtivas possam ser cultivadas sem riscos de catástrofe.

- A coisa pode ser resumida na seguinte equação: sem a quebra, a organização não evolui. Desde que ela não se deixe quebrar pela evolução…

Katz enxerga, na contemporaneidade, um crescente terreno fértil para a loucura, mas como sintoma de uma era em que a insanidade foi apropriada pelas instituições; é vendida pela indústria do entretenimento; e foi domesticada pelo uso-e-abuso das drogas da felicidade.

- Vivemos num sistema que resolveu e “arrumou”o problema da loucura, da degradação, do que é marginal. Pode-se manifestá-la de um modo bastante dissociado do sofrimento e circunscrito numa previsão. O grafite, por exemplo, foi para dentro das casas e das galerias. O marginal se tornou categórico, tem um preço de mercado muito alto, reconhecimento, e uma produção imagética que obriga-nos a acompanhá- los como “desejáveis”. A loucura, também, pode ser vivida integralmente através dos jogos eletrônicos e da publicidade, que vende o que existe e o que não existe. Por um lado, nossos brinquedos são imateriais. Por outro, o que tinha um caráter noturno, acessível apenas através do pensamento ou das ilusões místicas, se tornou corriqueiro, quase material. Se tudo vale, o papel da loucura, no pós-moderno, é de uma inovação que se iguala ao padrão — filosofa Katz.

Se isso é bom ou ruim para o futuro da humanidade, cabe à eterna corrente filosófica questionar, dialeticamente. Mas certo está que, se de génio e louco todos temos um pouco, nunca foi tão fácil, como prega a canção dos Mutantes, ser louco e ser feliz, no trabalho ou fora dele. Mas muito cuidado nessa hora…


Autor: Arnaldo Bloch, 27/07/2008

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The Google Way – Bernard Girard – livro

O Google consegue uma façanha raramente alcançável por outras empresas: ser objeto de admiração tanto por parte de empregados quanto por parte de empregadores:

  • os empregados veem o Google como uma empresa inovadora em termos de administração  e um excelente local para trabalhar;
  • os empregadores veem o Google como uma empresa altamente inovadora e extremamente rentável.

O resultado é que o estilo Google de administrar está na mente e sonhos de todos. Mas e afinal: como é esse estilo Google ?

The Google Way é um livro que mostra como funciona o Google e o que faz dele uma das empresas mais singulares e revolucionárias do mundo. O livro explora o Google desde suas práticas que contradizem (e dão resultados…) a grande maioria das teorias e práticas administrativas até quando elas se conformam a ela.

O ambiente do Google é singular e não é fácil implementá-lo em nenhuma outra empresa. Na verdade, e isso é ainda mais verdadeiro em se tratando de empresas brasileiras,  é quase impossível implantá-lo devido às enormes diferenças de cultura existentes.

Mesmo que sua empresa não se torne um Google, esse com certeza é um livro que vale a pena ser lido devido a quantidade de boas ideias que surgem da leitura dele. E para quem sonha em trabalhar um dia no Google também vale muito a pena a leitura, para conhecer como a companhia funciona no dia-a-dia e tomar conhecimento do processo seletivo do Google, com certeza um dos mais rigorosos e exigentes que existem.

Leia este livro aqui !

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