Qual a melhor máquina de cartão conforme o uso

Hoje são tantos os modelos de máquina de cartão bem como as empresas que vendem ou aluguem – em 2018 há mais de 50 delas – que torna-se difícil escolher qual a melhor máquina. Para tomar a decisão sobre uma máquina ou outra, além de considerar o custo da maquininha (compra ou aluguel) e as taxas cobradas nas vendas a crédito e débito, é muito importante também considerar como você vai utilizar a máquina de cartão.

No entanto, além de considerar o custo da maquininha (compra ou aluguel) e as taxas cobradas nas vendas a crédito e débito, é muito importante também considerar como você vai utilizar a máquina de cartão.

Vamos ver abaixo alguns tipos de usos e quais as máquinas indicadas ou não para eles.

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Qual a melhor máquina de cartão com base nas taxas

Para quem precisa receber pagamentos através de cartão de crédito e débito não faltam opções de máquinas de cartão disponíveis no mercado. O que precisa ser levado em conta antes de tomar a decisão de comprar uma máquina de cartão são dois aspectos:

  1. Como a máquina será utilizada (wifi, chip, conectada a um celular, portátil, necessidade de comprovante em papel, etc..);
  2. As taxas cobradas nas vendas a débito, nas vendas a crédito em 1 vez e nas vendas a crédito parceladas.

Vamos nos concentrar em responder a questão analisando o aspecto taxas cobradas. Quase todas as empresas de máquinas de cartão cobram as mesmas taxas, independentemente de qual modelo de máquina de cartão delas você utilizar. Assim, se você utilizar uma máquina que se conecta por bluetooth ao celular ou uma da mesma empresa que tenha conexão wifi e 3G, vai pagar as mesmas taxas. Por isso, em nossas análises utilizamos o modelo de máquina mais barato dessas empresas pois as taxas serão as mesmas de modelos superiores.

Quanto ao aspecto uso da máquina você pode ver nesse nosso artigo qual a melhor máquina

Qual a melhor máquina de cartão conforme o uso

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Taxas da moderninha X de outras máquinas de cartão

Fizemos um comparativo das principais máquinas de cartão de crédito e débito utilizando o telefone celular (Minizinha, Point Mini, SumUp Top, Izettle, Cielo Mobile e Mobile Rede). Você verá que há pouca variação das taxas ofertadas entre elas, dos prazos de pagamento e do valor do equipamento (taxas válidas para julho/2018).

Na hora de escolher qual máquina de cartão você irá receber suas vendas através de cartão de débito e crédito é importante você pesquisar a empresa, o histórico de reclamações dos seus clientes, etc. Confiança, como tudo na vida, aqui também é fundamental!

Pior do que não vender, é vender e não receber.

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Chargeback ou estorno: como prevenir e evitar

Torça para que não aconteça com você mas há uma grande probabilidade que ao aumentar o número de vendas com sua máquina de cartão você sofra o chamado “chargeback” ou estorno , que nada mais é do que o cancelamento de uma compra realizada através de cartão de débito ou crédito.

O chargeback pode ser solicitado pelo titular do cartão nas seguintes situações: Continue reading…

 

Máquina de cartão: como escolher a melhor

O uso de cartão de crédito já tem algumas décadas, mas só há poucos anos tornou-se acessível para o pequeno comerciante, vendedor ou prestador de serviços aceitar cartões de crédito e débito. Antes era necessário ter uma pessoa jurídica, pagar um aluguel mensal nada barato e taxas “salgadas” sobre as vendas para ter uma máquina de cartão.

Para piorar, havia pouquíssima concorrência, pois, o setor de pagamentos era dominado por duas grandes empresas, a VisaNet (hoje Cielo), que só trabalhava com cartões Visa, e a Redecard (atual Rede) que só aceitava cartões Mastercard. Para aceitar cartões Cisa e Mastercard era necessário ter máquinas diferentes é é claro, pagar o aluguel delas que não era nada barato. Não havia a opção de comprar a máquina como hoje acontece.

Quem começou a abrir o mercado e dar acesso às máquinas de cartão para os milhões de pequenas empresas e pessoas físicas que faturariam mais aceitando cartão de crédito e débito mas não tinham como bancar os custos anteriores para operá-las foi a PagSeguro, com a sua “moderninha”. Continue reading…

 

Voto nulo não anula eleição! Não caia nessa…

As empresas dependem da situação econômica geral para prosperam (e até para sobreviverem…) Por isso, todo empresário deveria estar preocupado com o cenário político brasileiro e alerta para as mentiras (atualmente chamadas de fake news) contadas e repetidas com frequência pela Internet.

Hoje vamos desmascarar uma delas: a de que se mais da metade dos votos forem nulos, a eleição será anulada.

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A crise e a pequena empresa – dicas para sobreviver

Lemos nos jornais e assistimos na televisão economistas e especialistas falando da crise econômica brasileira quase sempre usando teorias e mencionando empresas enormes. Mas, e para quem tem um pequeno negócio: como sobreviver e sair da crise? Quais dicas práticas podem ser usadas? É exatamente sobre isso que vamos falar: como, na prática, vencer a crise se você tem uma pequena empresa!

O certo é que períodos de crise fazem parte da história de todas as empresas. E isso é uma constatação tão antiga, não só para empresas, como para a vida de todos nós que na Bíblia Gênesis 41 já fala de sete anos de fartura e sete anos de fome… Não se trata de evitar as crises e sim se preparar para elas, sobreviver e sair mais forte delas com condições de avançar mais no mercado.

Na prática, para vencer a crise qualquer empresário precisa prestar atenção na gestão e em seus custos:

  • Uma boa gestão permitirá a ele tomar decisões melhores sobre o que é mais rentável para seu negócio;
  • Um controle de custos eficaz evitará que ele gaste recursos com o que não traz resultados satisfatórios.

Faz uma enorme diferença compreender que as empresas que crescem na crise atribuem seus resultados aos seus esforços enquanto as que declinam atribuem-no a situação econômica. Não importa o tamanho da empresa, até mesmo aquelas com apenas uma pessoa podem melhorar sua gestão e controlar melhor seus custos!

 

Boa gestão

Em períodos de crise, ainda mais, é necessário melhorar a organização (gestão) da empresa e deixá-la mais preparada para quando voltar a bonança. A crise traz inúmeras oportunidades para isso: fornecedores que antes eram inacessíveis, melhores condições de pagamento, bons profissionais disponíveis no mercado, etc.

Olhe principalmente para sua estrutura de custos, sua equipe e os produtos que oferta. E pergunte-se sempre: como ser mais eficiente?

  • Quais produtos resolvem problemas reais dos consumidores e eles têm urgência para comprá-los?
  • Quais produtos são complementares aos que trabalhamos?
  • Quais as deficiências da minha equipe?
  • Existe alguma forma de trabalhar mais eficiente do que a nossa?

Melhorar a gestão, na prática, passará por vários dessas dicas:

  • Priorizar tudo que for urgente e importante para os resultados;
  • Sua equipe é um recurso valioso: incentive-a a dar sugestões de economia e de novas ações de negócio;
  • Faça parcerias com outras empresas;
  • Verifique se seus preços estão compatíveis com a concorrência.
  • Procure vender produtos e serviços complementares aos já oferecidos, buscando ampliar o valor da compra (ticket médio) de cada cliente;
  • Crie promoções frequentes ou ofereça um produto ou serviço com preço baixo, para atrair clientes;
  • Use a criatividade para divulgar seus produtos e serviços gastando pouco ou nada com isso;
foto de loja com propaganda inusitada

Ser criativo na hora de anunciar pode reduzir custos e chamar mai a atenção dos clientes

  • Pesquise boas práticas de concorrentes e de empresas de outros ramos (benchmarking), inspirando-se nelas para inovar;
  • Ofereça comodidade para o cliente – atendimento fora do horário comercial, whatspp, etc;
  • Mantenha contato frequente com seus clientes para que eles se lembrem de você como primeira alternativa, ao precisar de produtos e serviços que você oferece;
  • Pesquise constantemente novos produtos e fornecedores;
  • Negocie prazos e condições de pagamento;
  • Procure clientes que estão devendo, cobre-os e faça acordos de pagamento;
  • Ofereça aos clientes parcelamentos com cartões de crédito;
  • Embuta serviços junto aos produtos que vende para que seus clientes não consiga separar quanto custa cada um deles
  • Venda soluções e não problemas aos clientes: nada é pior para um cliente quando ele não sabe a quem responsabilizar quando um produto ou serviço não atende suas necessidades.

Complementarmente a essas dicas práticas, procure avaliar seus pontos fortes e fracos, bem como as oportunidades e ameaças que existem no mercado. Nos livros de Administração isso é chamado de Análise Swot. Não é difícil de fazer e ajuda muito para melhorar sua visão da empresa.

 

Controle de custos

No mundo ideal, todas as empresas deveriam olhar seus custos com muita atenção. Mas não é isso que acontece, em especial em períodos de crescimento e boas vendas. Infelizmente quase todos se esquecem que a única coisa que uma empresa pode controlar são seus custos pois a receita, essa depende da boa vontade do cliente e nós não temos controle sobre ela.

Torna-se então necessário fazer um corte de custos para sobreviver a um período de crise. No entanto, muitos erros são cometidos nesse processo. O maior deles, é com consequências graves, é cortar de forma linear os custos. Todos os custos devem sim ser examinados e verificadas, individualmente, oportunidades para diminuí-los. No entanto, é preciso avaliar onde haverá menos impactos com os cortes e fazê-los primeiro. Depois desses é que se deve partir para cortes com maiores impactos.

Controlar custos, na prática, passa por várias dessas dicas:

  • Corte gastos supérfluos;
  • Analise todas as despesas verificando as que podem ser reduzidas e estabeleça um percentual para cada uma delas;
  • Priorize os pagamentos que tem maior impacto no funcionamento da empresa;
  • Faça rodízio entre os compradores e suas áreas de compra: com o tempo o comprador fica suscetível à simpatia de um vendedor e pode acabar cotando com empresas que sabe terem preços superiores;
  • Terceirize o que não for essencial – nada de fazer internamente o que não é indispensável;
  • Alugar pode ser bem mais vantajoso do que comprar;
  • Evite deslocamentos desnecessários: use mais os recursos tecnológicos para se comunicar;
  • Não tenha pena dos bancos: olhe com lupa as tarifas bancárias que a empresa paga;
 

Project Natal da Microsoft, aplicações muito além dos games

Project Natal é uma barra que fica em cima ou embaixo da TV, ligada ao Xbox 360, assim como a barra de sensores do Wii. Mas em vez de sensores e um controle, o Natal tem uma câmera, sensores e um microfone que o permitem identificar com precisão o jogador e o espaço ao redor. Isto permite controlar jogos apenas se movimentando: chutando, pulando, não importa.

Todos concordam que o Project natal deve fazer um tremendo sucesso no universo dos games. Mas o que ainda não dá nem para sonhar são as possibilidades de uso deles em aplicações do dia a dia, negócios, treinamento, reabilitação física, etc.

Dá para navegar por menus apenas movendo a mão para frente e para trás. A câmera possui algumas funções divertidas, como reconhecimento facial e por voz. Quando você liga o Xbox, ele reconhece seu rosto e faz seu login automaticamente.

A explicação abaixo é da Microsoft de como funciona o Project Natal:

“Compatível com qualquer sistema Xbox 360, o sensor Project Natal é o primeiro do mundo a combinar, em um mesmo aparelho, uma câmera RGB, sensor de profundidade, microfone e processador especial. Ao contrário de câmeras e controles 2D, o Project Natal acompanha o movimento do seu corpo em 3D, enquanto responde a comandos, instruções e até mesmo mudança de tom na sua voz. Além disso, ao contrário de outros dispositivos, o sensor “Projeto Natal” não depende apenas da luz. Ele pode reconhecer você apenas olhando para seu rosto, e não só reage a palavras mas entende o que você diz. Se você passa instruções a outros jogadores num jogo de futebol americano, eles respondem a seus comandos.”

 Imagina treinar um operador de máquinas ou um motorista de empilhadeira: dá para fazer usando o Project Natal. Imagine fazer exercícios de fisioterapia para reabilitar um paciente: dá para simular diferentes ambientes, utilizando o Project Natal e tornando-os menos monótonos. Imagine treinar um outro idioma em diferentes situações…. Novamente dá para fazer usando o Project Natal.

Em resumo, dá para se imaginar grandes possibilidades de lucros para empresas que desenvolveram para o Xbox 360 e o Project Natal, independente de serem jogos ou não.

Como também é razoável pensar que os outros fabricantes e players do mercado de videogames farão um tremendo esforço para desenvolverem soluções similares ou superior ao Project Natal, da Microsoft, as possibilidades são muito grandes.

 

Equilibrando o custo de armazenamento, velocidade e capacidade em uma tiered storage

Uma tiered storage economiza dinheiro colocando os dados menos acessados, não críticos, em camadas de armazenamento de menor custo; não é necessário armazenar dados (que podem até mesmo nunca serem usados) em mídias de alto desempenho (e mais caras).

O desempenho é melhorado porque os dados acessados ​​com freqüência são colocados no disco flash ou na camada com disco de alto desempenho e a configuração das camadas com discos flash e alto desempenho pode ser definida para maximizar o desempenho desses dados. Apesar de alto desempenho do flash ou do disco ser mais caro, como apenas uma pequena porcentagem do total de armazenamento é de alta performance, o custo total de storage acaba sendo reduzido.

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Inovação e loucura, elas podem estar mais próximas do que você imagina…

“Você enlouqueceu”. A afirmação, assim categórica, é corriqueira nos corredores das empresas sempre que o cheíe, o colega, o cliente e até o subordinado se vê diante de uma ideia que não bate bem com certa cultura organizacional. Mais fácil, cómodo e seguro, então, é dizer que quem não bate bem é o autor da ideia, quando, quem sabe?, é a própria empresa que não está batendo bem com o futuro. Nesses embates, muitas vezes, revoluções produtivas são enterradas em nome da manutenção de um status quo que, adiante, pode ser o fator-chave da falência financeira.

A boa notícia é que, se o louco em questão topar com alguém antenado com os novos desafios de um mundo cada vez mais interligado e competitivo, haverá uma boa chance de ser diagnosticado, da noite para o dia, como um indivíduo valioso, estratégico, ouro em pó. Nesses casos, em vez da internação iminente num sanatório ou no olho da rua, um messias departamental surgirá de um recôndito gabinete com as ordens do dia: parabéns, você está promovido.

Não é de hoje que os mais ousados são tachados de loucos quando estão com a bola do futuro no pé. Galileu Galilei, ao cometer a insanidade de afirmar que a Terra se movia, arrumou um problemão com o Santo Ofício. Darwin continua levando sopapo e até já foi demitido de algumas escolas americanas… Claro que a História também ensina que nem sempre os loucos (diagnosticados ou rotulados) acertam. O Universo, por exemplo, ao contrário do que afirmou Wallus Grudjkieff, não é um corpo em putrefação. Mas sem o erro e o tempo para errar o acerto não se faz, e a História estaciona no passado.

Cientistas das universidades de Oxford e Cambridge sugerem que Einstein e Newton sofriam da síndrome de Asperger, um tipo de autismo que gera interesses obsessivos e causa deficiências no trato social. Sabe-se que Einstein era péssimo aluno, avoado, e a “máscara” einsteniana casa perfeitamente com o estereótipo do cientista louco. Em Phaedrus 245 (Platão), Sócrates afirma que os poetas são suscetíveis à loucura e que, sem ela, não obteriam sucesso. Doenças da psiquiatria são atribuídas a personalidades geniais, como Virginia Woolf e Hemingway.

Saindo do âmbito do científico e do artístico, é comum encontrar no comportamento e nas expressões dos grandes fazedores de fortuna aquele olho do visionário. E o termo “loucura” é bem apropriado ao se observar a maneira como os mega-especuladores brincam com os fluxos de capital, capazes de ganhar o mundo num dia e perdê-lo no outro. No livro “World War 3.0: Microsoft and Its Enemies”, o jornalista norte-americano Ken Auletta relaciona o sucesso de Bill Gates a uma loucura perigosa: “Gates é tão rico quanto louco, brilhante e arrogante. Seu estilo e o de sua companhia são napoleônicos”.

Mas, para além (ou aquém…) desses grandes vultos, há o dia-a-dia das empresas, onde a “loucura” circula ora ameaçando, ora acenando com soluções, a depender do perfil do louco e da capacidade daquele que o administra de lidar positivamente com a inquietude provocada pelo que sai do padrão. E, no mercado ultracompetitivo em que vivemos, parece que os pensadores do marketing se vêem impelidos a perceber que, ao terem ameaçados seus nichos de poder, os responsáveis por tomadas de decisão tendem a estigmatizar aquela minoria atabalhoada ansiosa por avanços, e que é preciso, portanto, abrir as janelas para estes indivíduos — que, conjugados à maioria que trabalha dentro das normas, formariam um mix ideal para uma empresa completa. Foi com a filosofia de dar um espaço de ócio criativo aos funcionários (no caso, todos, loucos ou cordeiros) que o gigante Google descobriu (para o bem ou para o mal…) o Orkut (o nome, aliás, é de seu inventor, que usou com bastante pertinácia os 10% de tempo vagabundo concedidos pelo big boss).

E interessante o testemunho do psicanalista Carlos Eduardo Leal, que lida com a angústia de clientes talentosos com dificuldades de progredir dentro de seus ambientes de trabalho, por terem suas ideias, tão cuidadosamente engendradas, desmerecidas por bocejantes carrascos.

-Atualmente existem grandes empresas que já enxergam que uma conomia sustentável também tem que agregar os valores pessoais, subjetivos, os seus empregados. Hoje, a empresa pensa a “loucura” como um sistema produtivo, é aquela que investe no ineditismo e num certo nonsense. Na Microsoft, o pessoal de criação trabalha muitas vezes num jardim. Este fio ténue que a loucura possui com a inovação é utilizado de forma mercadológica. Parece que os homens de marketing descobriram a loucura como conceito próximo do empreendedorismo. Mas ainda têm dificuldades com o incômodo que esta loucura produtiva provoca.

Outro profissional da mente humana, este especializado no pensamento de Foucault, Chaim Samuel Katz vê as organizações como estruturas com bordas delimitadas por seus modos. A loucura, então, tem que ser gerenciada dentro desses limites, para que as rupturas produtivas possam ser cultivadas sem riscos de catástrofe.

– A coisa pode ser resumida na seguinte equação: sem a quebra, a organização não evolui. Desde que ela não se deixe quebrar pela evolução…

Katz enxerga, na contemporaneidade, um crescente terreno fértil para a loucura, mas como sintoma de uma era em que a insanidade foi apropriada pelas instituições; é vendida pela indústria do entretenimento; e foi domesticada pelo uso-e-abuso das drogas da felicidade.

– Vivemos num sistema que resolveu e “arrumou”o problema da loucura, da degradação, do que é marginal. Pode-se manifestá-la de um modo bastante dissociado do sofrimento e circunscrito numa previsão. O grafite, por exemplo, foi para dentro das casas e das galerias. O marginal se tornou categórico, tem um preço de mercado muito alto, reconhecimento, e uma produção imagética que obriga-nos a acompanhá- los como “desejáveis”. A loucura, também, pode ser vivida integralmente através dos jogos eletrônicos e da publicidade, que vende o que existe e o que não existe. Por um lado, nossos brinquedos são imateriais. Por outro, o que tinha um caráter noturno, acessível apenas através do pensamento ou das ilusões místicas, se tornou corriqueiro, quase material. Se tudo vale, o papel da loucura, no pós-moderno, é de uma inovação que se iguala ao padrão — filosofa Katz.

Se isso é bom ou ruim para o futuro da humanidade, cabe à eterna corrente filosófica questionar, dialeticamente. Mas certo está que, se de génio e louco todos temos um pouco, nunca foi tão fácil, como prega a canção dos Mutantes, ser louco e ser feliz, no trabalho ou fora dele. Mas muito cuidado nessa hora…


Autor: Arnaldo Bloch, 27/07/2008